“Esta minha vida, que de certa maneira começou pelo mundo afora, foi muitas coisas – mas nunca foi fácil. Isto é um fato, não uma queixa. Aprendi que não há alegria sem dificuldades. Não existe prazer sem dor. Saberíamos o que é o bem-estar da paz sem as angústias da guerra? Se não fosse a AIDS, será que perceberíamos que nossa humanidade está ameaçada? Se não houvesse a morte, apreciaríamos a vida? Se não existisse o ódio, saberíamos que nosso objetivo supremo é o amor? Como gosto de dizer: ‘Se protegêssemos os canyons dos vendavais, nunca veríamos a beleza de seus relevos.’ […] No decorrer de minha vida já estivera em encruzilhadas, buscando no horizonte algo quase impossível de se enxergar. Nesses momentos, ou você cai no negativismo e procura atribuir a culpa a alguém ou opta pela recuperação e por continuar a amar. Como acredito que o único propósito de nossa existência é crescer, não tive problemas para fazer uma escolha.”

Elisabeth Kübler-Ross

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“Se não somos capazes de encarar a morte com serenidade, como podemos ajudar nossos pacientes? Esperamos, então, que os doentes não nos façam este terrível pedido. Despistamos, falamos de banalidades, do tempo maravilhoso lá fora e, se o paciente for sensível, fará nosso jogo falando da primavera que virá, mesmo sabendo que para ele a primavera não vem. Estes médicos, quando interpelados, dirão que seus pacientes não querem saber a verdade, que nunca perguntaram qual era ela e acham que tudo está bem. De fato, sendo médicos, sentem-se grandemente aliviados por não terem de enfrentar a verdade, desconhecendo totalmente, o mais das vezes, que foram eles mesmos que provocaram esta atitude em seus pacientes.”

Elisabeth Kübler-Ross

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“Saber compartilhar uma notícia dolorosa com um paciente é uma arte. Quanto mais simples o modo de dar a notícia, mais fácil é para o paciente ponderar depois, se não quiser ‘ouvi-la’ no momento. Nossos pacientes apreciaram mais quando receberam a notícia na intimidade de um pequeno quarto do que no corredor de uma clínica movimentada. O que mais os confortava era o sentimento de empatia, mais forte do que a tragédia imediata da notícia. Era a reafirmação de que se faria todo o possível para ajudá-los, de que não seriam ‘abandonados’, de que haviam tratamentos válidos para seu conforto, de que sempre havia um fio de esperança, até mesmo nos casos mais avançados. Se se puder comunicar a notícia deste jeito, o paciente continuará depositando confiança no médico, que disporá de tempo para controlar as diferentes reações, facilitando o enfrentamento contra esta nova e difícil situação de vida.”

Elisabeth Kübler-Ross

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“Quando um paciente está gravemente enfermo, em geral é tratado como alguém sem direito a opinar. Quase sempre é outra pessoa quem decide sobre se, quando e onde um paciente deverá ser hospitalizado. Custaria tão pouco lembrar-se que o doente também tem sentimentos, desejos, opiniões e, acima de tudo, o direito de ser ouvido…”

Elisabeth Kübler-Ross

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“Observar a morte em paz de um ser humano faz-nos lembrar duma estrela cadente. É uma entre milhões de luzes do céu imenso, que cintila ainda por um breve momento para desaparecer para sempre na noite sem fim. Ser terapeuta de um paciente que agoniza é nos conscientizar da singularidade de cada indivíduo neste oceano imenso da humanidade. É uma tomada de consciência da nossa finitude, do nosso período limitado de vida. Poucos dentre nós vivem além dos setenta anos; ainda assim, neste curto espaço de tempo, muitos dentre nós criam e vivem uma biografia única, e nós mesmos tecemos a trama da história humana.”

Elisabeth Kübler-Ross

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“Há em cada um de nós um potencial para a bondade que é maior do que imaginamos; para dar sem buscar recompensa; para escutar sem julgar; para amar sem impor condições.”

Elisabeth Kübler-Ross

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“O conforto físico e a ausência de dor vêm bem antes de qualquer apoio emocional, antes de qualquer ajuda espiritual, antes de qualquer coisa. Não se pode ajudar emocionalmente ou espiritualmente um paciente se ele está subindo pelas paredes de dor, ou se, por outro lado, lhe são dadas injeções que o deixam tão dopado e sedado que ele não consegue mais se comunicar.”

Elisabeth Kübler-Ross

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“Você não vai receber outra vida como esta. Você nunca mais vivenciará o mundo exatamente desta maneira, com esses pais, filhos, familiares e amigos. Nem experimentará a terra com todas as suas maravilhas novamente neste período da história. Não espere o momento em que desejará dar uma última olhada no oceano, no céu, nas estrelas ou nas pessoas queridas. Vá olhar agora.”

Elisabeth Kübler-Ross

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“As pessoas mais belas que conhecemos são aquelas que têm conhecido a derrota, conhecido o sofrimento, as grandes lutas, as perdas e ainda assim têm encontrado o seu próprio caminho para fora das profundezas. Essas pessoas têm uma apreciação, uma sensibilidade e uma compreensão da vida capaz de preenchê-las com compaixão, ternura e uma profunda preocupação amorosa. Pessoas belas não surgem ao acaso.”

Elisabeth Kübler-Ross